sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

O tempo pode promover a distância mas nunca o esquecimento.
Parte I

Tanto foi o talento que tenho tido a honra de aprender, colaborar e desfrutar que este post será escrito e reescrito por vezes infindáveis!

Ao me lotar no CEWO em 2003, recebi como colega de trabalho Elaine Mira.
Conheciamo-nos muito pouco, porém eu sabia que ela era colega partidária do político que a anos vinha metendo o malho em mim e em meu trabalho (não gostar de mim é plenamente aceitável pois não sou uma pessoa que pode-se rotular de fácil, mas rotular um trabalho sem ao menos estar acompanhando a décadas sua evolução me deixa louco de raiva).

De início pisávamos em ovos, nos conhecendo, nos reconhecendo e diagnosticando.
(Então a raposa apareceu.

``Bom dia``, disse a raposa.

``Bom dia``, o Pequeno Príncipe respondeu educadamente. ``Quem é você? Você é tão bonita de se olhar.``

``Eu sou uma raposa``, disse a raposa.

``Venha brincar comigo``, propôs o Pequeno Príncipe. ``Eu estou tão triste``.

``Eu não posso brincar com você``, a raposa disse. ``Eu não estou cativada``.

``O que significada isso – cativar?``

``É uma coisa que as pessoas freqüentemente negligenciam``, disse a raposa. ``Significa estabelecer laços``.

``Sim`` disse a raposa. ``Para mim você é apenas um menininho e eu não tenho necessidade de você. E você por sua vez, não tem nenhuma necessidade de mim. Para você eu não sou nada mais do que uma raposa, mas sem você me cativar então nós precisaremos um do outro``.

A raposa olhou fixamente para o Pequeno Príncipe durante muito tempo e disse: ``Por favor cativa-me.``

``O que eu devo fazer para cativar você?`` perguntou o Pequeno Príncipe.

Você deve ser muito paciente``. Disse a raposa. ``Primeiro você vai sentar a uma pequena distância de mim e não vai dizer nada. Palavras são as fontes de desentendimento. Mas você se sentará um pouco mais perto de mim todo dia.``

Então o Pequeno Príncipe cativou a raposa e depois chegou a hora da partida dele – ``Oh!`` disse a raposa. ``Eu vou chorar``.

``A culpa é sua``, disse o Pequeno Príncipe, ``mas você mesma quis que eu a cativasse``.

``Adeus``, disse o Pequeno Príncipe.

``Adeus``, disse a raposa. ``E agora eu vou contar a você um segredo: nós só podemos ver perfeitamente com o coração; o que é essencial é invisível aos olhos. Os homens têm esquecido esta verdade. Mas você não deve esquecê-la. Você se torna eternamente responsável por aquilo que cativa.``     Saint-Exupéry)

E foi o que realmente aconteceu. Juntos estabelecemos um elo muito bonito e construtivo. Chegavam a pensar que éramos CASADOS!  Elaine era a mãe bondosa  e eu era o cri-cri com nossos filhotes.
Assim como o Pequeno Príncipe, Elaine conseguiu uma oportunidade melhor naquele momento que a Animação Cultural e teve que optar.
Mas o suor, os sorrisos e lágrimas, os aplausos e a sensação de dever cumprido nunca serão apagados!

Você se torna eternamente responsável por aquilo que cativa.

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